Acordei era umas 10 horas da manha. Ainda estava cansada do
show. Dancei pra cacete. Me levantei e caminhei lentamente até o banheiro.
Tomei um banho bem demorado, me enrolei na toalha e fui até a minha mala.
Coloquei uma lingerie e essa roupa...
E essa sapatilha...
Fiz um coque mal feito e pedi comida pelo telefone. 10
minutos depois chegou meu querido e maravilhoso café da manha. Não tinha
jantado ontem à noite. Tava enjoada. Arrumei minhas coisas e fui com ela até a
recepção.
Vc. Vc pode ligar no quarto 316, do Sr Simon e pedir para
ele descer?- falei assim que cheguei ao balcão onde se encontrava a
recepcionista.
Recepcionista. Só um minuto. – ela pediu e eu me sentei num sofá que se encontrava próximo,
10 minutos depois ele apareceu.
Simon. O que foi?- ele se sentou ao meu lado.
Vc. Já to indo, ta ok?
Simon. Já?
Vc. Sim. Eu quero ir pra casa.- me levantei e peguei a minha
pequena mala.
Simon. Ta vou pedir pro bruno te levar...- ele ligou pro
bruno que em menos de 15 minutos já estava no carro dando a partida
Cheguei no aeroporto e entrei no meu jatinho. Não consegui
dormir, to com uma coisa na cabeça, e quero colocá-la em pratica. Se passaram
horas de torturas e eu cheguei em Los Angeles, já era de noite. Peguei meu
carro que se encontrava no mesmo lugar no estacionamento. Entrei no mesmo e dei
partida. Cheguei em casa e me surpreendi com o que vi. Minha mãe estava sentada
na sala, abatida eu diria. Joguei minha mala no chão e corri para abraçá-la,
quando cheguei mais perto ai sim tive certeza que ela estava abatida.
Seus
olhos estavam vermelhos, se encontravam olheiras tanto em suas pálpebras como
um pouco abaixo dos olhos. Ela olhou pra mim e deu um meio sorriso. Como isso
aconteceu? Ela é a mulher mais sorridente desse mundo. O que houve com a Ana? O
que houve com a minha mãe? (sua mãe se chama Ana)
Vc. Mãe. O que houve? Pensei que estivesse no Brasil!- falei
a abraçando que foi retribuído
Ana. Fi-filha. Que saudade! – ela me apertou mais e afagou
meus cabelos.
Vc. Tbm mãe. Cadê o papai?- falei me separando do abraço e
olhando pros lados, na expectativa de
encontrá-lo.
Ana. Filha.- ela segurou meu rosto para que eu a olhasse-
seu pai...- reparei que seus olhos se encheram de lagrimas, mas ainda não
caiam- seu... seu pai ta no... no hospital.
Vc. – me desesperei- pq mãe? O que aconteceu em que
hospital?
Ana. No daqui de Los Angeles. Ele- eu a interrompi
Vc. Vamos lá.- me levantei e ela tbm, ela segurou meu braço
e eu a olhei desentedida- vamos mãe. Vamos ver o papai.
Ana. Não dá! Ele ta internado. Ele...
Vc. Mãe pelo amor de Deus... não faz suspense comigo!- ri
sem humor.
Ana. Seu pai ta com câncer.- notei ela tentar ser forte, mas
não conseguiu.
Ela se agarrou em mim como se eu fosse o último copo de água
do mundo. E isso só me fez fechar os olhos e esquecer tudo, menos as coisas que
envolviam a minha família. Sentir lágrimas no meu rosto. Eu estava chorando
lembrando as coisas de antigamente: de quando eu pescava com meu pai, da minha
formatura, dos conselhos sábios e diligentes que saiam de sua boca, de quando
ele deixou eu dirigir sua picape novinha, das broncas e dos castigos. Enterrei
minha cabeça no pescoço de minha mãe. Me separei do abraço e subi correndo pro
meu quarto. Me tranquei no banheiro, e me desabei a chorar. Agarrei meus
joelhos e joguei minha cabeça para trás. Por que Deus? Por que comigo? Eu por
um acaso joguei pedra na cruz? Por favor, dei-me uma resposta, um sinal apenas.
Eu preciso mais que tudo. Tudo esta desmoronando sobre minha cabeça. Peguei meu
celular e liguei pra única pessoa que poderia me ajudar.
Ligação on*
xx. alo?
Vc. Tia pattie, é vc?- falei entre soluços
Pattie. Sim, sou eu. Quem fala?
Vc. É a (seu nome)!
Pattie. Oh meu Deus, quanto tempo. O que aconteceu? Ta
chorando- como sempre ela é um amor.
Vc. Posso falar com o justin?
Pattie. Claro meu amor. Só um minuto... JUSTIN.- ela gritou-
venha aqui!- alguém quer falar com vc.
Justin. Alo? – aquela voz doce como sempre me tirou o
fôlego- alo?... alo?
Vc. Anh, juss...- ele me interrompeu
Justin. (seu nome)? É vc?
Vc. Pode vir até minha casa.- falei chorando- é muito
importante sua presença.
Justin. Ta chorando?
Vc. Só venha!
Justin. Estou indo.- desliguei, ele sabe onde eu moro.
Ligação off*
Me deitei no chão, e chorei. Meu pai ta com câncer. O que eu
vou fazer? Ouvi minha mãe bater na porta. Não respondi. Adormeci no chão de meu
banheiro até que uma voz me chamou atenção. Despertei na hora.
Justin. (seu apelido)? Abre pra mim.- ele bateu na porta
fraquinho, me levantei um tanto devagar- (seu apelido).- ele falou me abraçando
assim que eu abri a porta.
Me aconcheguei mais ao seu corpo, era quente e confortante.
Ele se sentou na minha cama e me deitou no seu colo. Com minha cabeça escorada
em seu peitoral ela cantou pra mim be alright. Chorei mais ainda. Me levantei
de seu colo e me sentei ao seu lado, na cama.
Justin. O que aconteceu?- ele me abraçou de lado- cheguei
aqui e sua mãe estava se desabando em lagrimas na cozinha!
Vc. Meu pai, juss. Ele está com câncer!- abaixei a cabeça
Justin. O seu... seu pai?- percebi o receio e a surpresa em
sua voz.
Vc. É, não sei o que fazer. Vc foi a única pessoa a quem eu
poderia recorrer- falei com a voz gastada, de tanto chorar.
Justin. Não fica assim, existem tantos tratamentos. Com um
bom especialista ele...- ele foi interrompido pela minha mãe que entrou no
quarto
Ana. Desculpa, não queria atrapalhar. Só vim avisar que vou
no hospital ver seu pai.- me levantei na hora
Vc. Eu vou com vc.- eu estava indo até minha bolsa mas
justin me puxou, meu corpo se chocou com o seu. Aquilo não era necessário, não agora.
Ana. Justin, não deixe ela sair antes de comer algo. Por favor.-
e saiu
Vc. MAE ME ESPERA.- gritei mas apenas ouvi a porta da frente
sendo fechada, olhei para justin que me
encarou e olhou pro banheiro, entendi o recado.
Justin. Vai tomar banho que eu vou preparar algo para vc
comer.
Vc. Ta- ele saiu do quarto e em questão de segundos já estava
nua.
Quanto mais rápida eu for mais rápido eu chego no hospital. Entrei
no Box e liguei o chuveiro. A água estava quente, lavei meu cabelo me enrolei
na toalha e sai do banheiro. Fui correndo pro meu closet. Peguei a primeira
roupa que vi pela frente.
E coloquei um all star branco. Peguei minha bolsa e desci. Fui
até a cozinha justin estava lavando a mão na pia. Olhei para mesa e vi uma
salada. Pelo menos ele sabe fazer salada. Me sentei na mesa e comi em questão de
5 minutos. Joguei literalmente a vasilha na pia. Ouvi o barulho de vidro, mas
que se dane. Puxei justin que fechou a porta de casa. Ele destravou seu carro e eu
entrei. Ele entrou e deu partida. No caminho tive um flash back, especial. Fechei
meus olhos para ter uma lembrança mais clara.
FLASH BACK ON*
David. Anda filha, puxa.- ele falou soltando sua vara de
pesca e vindo me ajudar com a minha.
Vc. Pai, ta difícil.- eu tinha 9 anos- não vou conseguir.-
choraminguei puxando ainda mais forte a vara.
David. Vc consegue, eu sei que vc consegue.- ele me ajudou,
e no último segundo o peixe pulou do rio e caiu no píer. – viu? Eu falei!- ele
me abraçou e eu sorri.
Levamos aquele peixe que não tinha nem 20 centímetros pra
casa. Papai limpou ele e fritou o mesmo. Comemos apenas eu e ele, mamãe não gostava
de peixe.
FLASH BACK OFF*
Abri os olhos e vi que tínhamos acabado de chegar no
hospital. Justin estacionou na primeira vaga e pulou do carro que nem eu fiz. Corremos
de mãos dadas até o balcão. Uma enfermeira nos parou.
Enfermeira. Pois não?!
Justin. Queremos ver o senhor David Costa. – ele falou sem fôlego,
corremos muito.
Enfermeira. Vcs podem preencher um documento?!
Vc. Querida, vc sabe quem nós somos?! Meu pai está
internado, com possibilidades de morrer e,vc vem me pedir pra preencher um
documento?- falei não acreditando
Justin. Podemos fazer isso depois, é importante.
Enfermeira. ah sim claro. Depois. Bom deixe-me ver qual é o
quarto dele...- ela falou olhando numa prancheta- David Costa, não é mesmo?! –
justin assentiu e ela continuou a ler- ah sim, quarto 477.
Justin. Muito obrigado.- andamos rápido até o elevador.
Ainda
estávamos de mãos dadas. Entramos num elevador, apertamos o andar e percebi o
nervosismo de juss. Esqueci que ele odeia elevadores. Segurei ainda mais forte
sua mão. Ele deu um meio sorriso e me olhou. Encostei minha cabeça em seu
ombro. A porta se abriu e ai bateu o nervosismo. Meu pai, senhor meu Deus,
guarde ele. Caminhamos até o quarto. Batemos na porta e minha mãe abriu. Nem olhei
para ela direito apenas entrei no quarto com justin ao meu lado. Foi a pior
cena que eu já vi. Meu pai estava pálido, magro, sem cor e infeliz nesta cama. Me
soltei de justin e corri em direção ao papai. Ele abriu um pouco os olhos. Me desmanchei
ao ver o tanto de dor em seus olhos. Fechei meus e chorei, abraçada o pouco que
conseguia a ele. Ele até que tentou retribuir, mas faltava força em seus
braços. Olhei para minha mãe que estava sentada no sofá do quarto de cabeça
baixa. Justin estava com lagrimas nos olhos. Voltei a dar
atenção ao meu pai
que mal conseguia respirar.
Vc. Paizinho, quanto tempo. – falei beijando sua mão e o
olhando.
David. Eu te amo filhinha, tava com- ele tossiu- com
saudade.
Vc. Pai o senhor vai sair daqui, ta?!- tentei reconfortar
ele mas parecia que era comigo com quem eu falava.
David. Filha- ele falou fraco- vc sabe que eu não vou sair
daqui.- ele fechou os olhos e respirou fundo.- já vivi o bastante. Já te criei,
já amei e ainda amo aquela mulher- ele tentou apontar pra minha mãe mas não conseguiu.
Vc. Não fala isso. Ainda sou uma criança, irresponsável. Não
é mesmo justin, não sou criança?
Justin. Sim, vc ainda é criança- ele falou se aproximando de
nós dois.
David. Justin? É vc garoto?- ele falou abrindo um pouco mais
os olhos.
Justin. Sou eu sim. Como vai o senhor?- ele meio que fez uma
cara feia, mas pra si mesmo pelo que
pareceu. Acho que ele percebeu o quão desnecessário
era aquela pergunta, já sabíamos a resposta.
David. Ah, vou indo. Com o tempo tudo chega ao fim.
Vc. Mas pai, vc sempre falava para mim no meu aniversario
que eu viveria até os 100 anos. Vc tbm vai.
David. Aquilo só vale pra vc, querida. Vcs estão juntos?
Justin ia falar mas eu o interrompi.
Vc. Somos bons amigos agora, papis.
David. – riu fraco - faz tempo que não me chama de papis.
Vc. É eu sei.
David. Posso ficar sozinho com o justin?- eu, eu apenas me
levantei, olhei pro juss que sorria sem-graça.
Minha mãe veio ao meu encontro e
saímos da sala.
Vc off*
Justin on*



Um comentário:
nossaaaaaa muito suspense é lindo...até chorei
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