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sábado, 15 de junho de 2013

CAP 8 pensei que...



Acordei era umas 10 horas da manha. Ainda estava cansada do show. Dancei pra cacete. Me levantei e caminhei lentamente até o banheiro. Tomei um banho bem demorado, me enrolei na toalha e fui até a minha mala. Coloquei uma lingerie e essa roupa...





E essa sapatilha...





Fiz um coque mal feito e pedi comida pelo telefone. 10 minutos depois chegou meu querido e maravilhoso café da manha. Não tinha jantado ontem à noite. Tava enjoada. Arrumei minhas coisas e fui com ela até a recepção.

Vc. Vc pode ligar no quarto 316, do Sr Simon e pedir para ele descer?- falei assim que cheguei ao balcão onde se encontrava a recepcionista.

Recepcionista. Só um minuto. – ela pediu e eu  me sentei num sofá que se encontrava próximo, 10 minutos depois ele apareceu.

Simon. O que foi?- ele se sentou ao meu lado.

Vc. Já to indo, ta ok?

Simon. Já?

Vc. Sim. Eu quero ir pra casa.- me levantei e peguei a minha pequena mala.

Simon. Ta vou pedir pro bruno te levar...- ele ligou pro bruno que em menos de 15 minutos já estava no carro dando a partida

Cheguei no aeroporto e entrei no meu jatinho. Não consegui dormir, to com uma coisa na cabeça, e quero colocá-la em pratica. Se passaram horas de torturas e eu cheguei em Los Angeles, já era de noite. Peguei meu carro que se encontrava no mesmo lugar no estacionamento. Entrei no mesmo e dei partida. Cheguei em casa e me surpreendi com o que vi. Minha mãe estava sentada na sala, abatida eu diria. Joguei minha mala no chão e corri para abraçá-la, quando cheguei mais perto ai sim tive certeza que ela estava abatida. 

Seus olhos estavam vermelhos, se encontravam olheiras tanto em suas pálpebras como um pouco abaixo dos olhos. Ela olhou pra mim e deu um meio sorriso. Como isso aconteceu? Ela é a mulher mais sorridente desse mundo. O que houve com a Ana? O que houve com a minha mãe? (sua mãe se chama Ana)

Vc. Mãe. O que houve? Pensei que estivesse no Brasil!- falei a abraçando que foi retribuído

Ana. Fi-filha. Que saudade! – ela me apertou mais e afagou meus cabelos.

Vc. Tbm mãe. Cadê o papai?- falei me separando do abraço e olhando pros lados, na expectativa de 
encontrá-lo.

Ana. Filha.- ela segurou meu rosto para que eu a olhasse- seu pai...- reparei que seus olhos se encheram de lagrimas, mas ainda não caiam- seu... seu pai ta no... no hospital.

Vc. – me desesperei- pq mãe? O que aconteceu em que hospital?

Ana. No daqui de Los Angeles. Ele- eu a interrompi

Vc. Vamos lá.- me levantei e ela tbm, ela segurou meu braço e eu a olhei desentedida- vamos mãe. Vamos ver o papai.

Ana. Não dá! Ele ta internado. Ele...

Vc. Mãe pelo amor de Deus... não faz suspense comigo!- ri sem humor.

Ana. Seu pai ta com câncer.- notei ela tentar ser forte, mas não conseguiu.

Ela se agarrou em mim como se eu fosse o último copo de água do mundo. E isso só me fez fechar os olhos e esquecer tudo, menos as coisas que envolviam a minha família. Sentir lágrimas no meu rosto. Eu estava chorando lembrando as coisas de antigamente: de quando eu pescava com meu pai, da minha formatura, dos conselhos sábios e diligentes que saiam de sua boca, de quando ele deixou eu dirigir sua picape novinha, das broncas e dos castigos. Enterrei minha cabeça no pescoço de minha mãe. Me separei do abraço e subi correndo pro meu quarto. Me tranquei no banheiro, e me desabei a chorar. Agarrei meus joelhos e joguei minha cabeça para trás. Por que Deus? Por que comigo? Eu por um acaso joguei pedra na cruz? Por favor, dei-me uma resposta, um sinal apenas. Eu preciso mais que tudo. Tudo esta desmoronando sobre minha cabeça. Peguei meu celular e liguei pra única pessoa que poderia me ajudar.

Ligação on*

xx. alo?

Vc. Tia pattie, é vc?- falei entre soluços

Pattie. Sim, sou eu. Quem fala?

Vc. É a (seu nome)!

Pattie. Oh meu Deus, quanto tempo. O que aconteceu? Ta chorando- como sempre ela é um amor.

Vc. Posso falar com o justin?

Pattie. Claro meu amor. Só um minuto... JUSTIN.- ela gritou- venha aqui!- alguém quer falar com vc.

Justin. Alo? – aquela voz doce como sempre me tirou o fôlego- alo?... alo?

Vc. Anh, juss...- ele me interrompeu

Justin. (seu nome)? É vc?

Vc. Pode vir até minha casa.- falei chorando- é muito importante sua presença.

Justin. Ta chorando?

Vc. Só venha!

Justin. Estou indo.- desliguei, ele sabe onde eu moro.

Ligação off*

Me deitei no chão, e chorei. Meu pai ta com câncer. O que eu vou fazer? Ouvi minha mãe bater na porta. Não respondi. Adormeci no chão de meu banheiro até que uma voz me chamou atenção. Despertei na hora.

Justin. (seu apelido)? Abre pra mim.- ele bateu na porta fraquinho, me levantei um tanto devagar- (seu apelido).- ele falou me abraçando assim que eu abri a porta.

Me aconcheguei mais ao seu corpo, era quente e confortante. Ele se sentou na minha cama e me deitou no seu colo. Com minha cabeça escorada em seu peitoral ela cantou pra mim be alright. Chorei mais ainda. Me levantei de seu colo e me sentei ao seu lado, na cama.

Justin. O que aconteceu?- ele me abraçou de lado- cheguei aqui e sua mãe estava se desabando em lagrimas na cozinha!

Vc. Meu pai, juss. Ele está com câncer!- abaixei a cabeça

Justin. O seu... seu pai?- percebi o receio e a surpresa em sua voz.

Vc. É, não sei o que fazer. Vc foi a única pessoa a quem eu poderia recorrer- falei com a voz gastada, de tanto chorar.

Justin. Não fica assim, existem tantos tratamentos. Com um bom especialista ele...- ele foi interrompido pela minha mãe que entrou no quarto

Ana. Desculpa, não queria atrapalhar. Só vim avisar que vou no hospital ver seu pai.- me levantei na hora

Vc. Eu vou com vc.- eu estava indo até minha bolsa mas justin me puxou, meu corpo se chocou com o seu. Aquilo não era necessário, não agora.

Ana. Justin, não deixe ela sair antes de comer algo. Por favor.- e saiu

Vc. MAE ME ESPERA.- gritei mas apenas ouvi a porta da frente sendo fechada, olhei para  justin que me encarou e olhou pro banheiro, entendi o recado.

Justin. Vai tomar banho que eu vou preparar algo para vc comer.

Vc. Ta- ele saiu do quarto e em questão de segundos já estava nua.

Quanto mais rápida eu for mais rápido eu chego no hospital. Entrei no Box e liguei o chuveiro. A água estava quente, lavei meu cabelo me enrolei na toalha e sai do banheiro. Fui correndo pro meu closet. Peguei a primeira roupa que vi pela frente.





E coloquei um all star branco. Peguei minha bolsa e desci. Fui até a cozinha justin estava lavando a mão na pia. Olhei para mesa e vi uma salada. Pelo menos ele sabe fazer salada. Me sentei na mesa e comi em questão de 5 minutos. Joguei literalmente a vasilha na pia. Ouvi o barulho de vidro, mas que se dane. Puxei justin que fechou a porta de casa. Ele destravou seu carro e eu entrei. Ele entrou e deu partida. No caminho tive um flash back, especial. Fechei meus olhos para ter uma lembrança mais clara.

FLASH BACK ON*

David. Anda filha, puxa.- ele falou soltando sua vara de pesca e vindo me ajudar com a minha.

Vc. Pai, ta difícil.- eu tinha 9 anos- não vou conseguir.- choraminguei puxando ainda mais forte a vara.

David. Vc consegue, eu sei que vc consegue.- ele me ajudou, e no último segundo o peixe pulou do rio e caiu no píer. – viu? Eu falei!- ele me abraçou e eu sorri.

Levamos aquele peixe que não tinha nem 20 centímetros pra casa. Papai limpou ele e fritou o mesmo. Comemos apenas eu e ele, mamãe não gostava de peixe.

FLASH BACK OFF*

Abri os olhos e vi que tínhamos acabado de chegar no hospital. Justin estacionou na primeira vaga e pulou do carro que nem eu fiz. Corremos de mãos dadas até o balcão. Uma enfermeira nos parou.

Enfermeira. Pois não?!

Justin. Queremos ver o senhor David Costa. – ele falou sem fôlego, corremos muito.

Enfermeira. Vcs podem preencher um documento?!

Vc. Querida, vc sabe quem nós somos?! Meu pai está internado, com possibilidades de morrer e,vc vem me pedir pra preencher um documento?- falei não acreditando

Justin. Podemos fazer isso depois, é importante.

Enfermeira. ah sim claro. Depois. Bom deixe-me ver qual é o quarto dele...- ela falou olhando numa prancheta- David Costa, não é mesmo?! – justin assentiu e ela continuou a ler- ah sim, quarto 477.

Justin. Muito obrigado.- andamos rápido até o elevador.

 Ainda estávamos de mãos dadas. Entramos num elevador, apertamos o andar e percebi o nervosismo de juss. Esqueci que ele odeia elevadores. Segurei ainda mais forte sua mão. Ele deu um meio sorriso e me olhou. Encostei minha cabeça em seu ombro. A porta se abriu e ai bateu o nervosismo. Meu pai, senhor meu Deus, guarde ele. Caminhamos até o quarto. Batemos na porta e minha mãe abriu. Nem olhei para ela direito apenas entrei no quarto com justin ao meu lado. Foi a pior cena que eu já vi. Meu pai estava pálido, magro, sem cor e infeliz nesta cama. Me soltei de justin e corri em direção ao papai. Ele abriu um pouco os olhos. Me desmanchei ao ver o tanto de dor em seus olhos. Fechei meus e chorei, abraçada o pouco que conseguia a ele. Ele até que tentou retribuir, mas faltava força em seus braços. Olhei para minha mãe que estava sentada no sofá do quarto de cabeça baixa. Justin estava com lagrimas nos olhos. Voltei a dar 
atenção ao meu pai que mal conseguia respirar.

Vc. Paizinho, quanto tempo. – falei beijando sua mão e o olhando.

David. Eu te amo filhinha, tava com- ele tossiu- com saudade.

Vc. Pai o senhor vai sair daqui, ta?!- tentei reconfortar ele mas parecia que era comigo com quem eu falava.

David. Filha- ele falou fraco- vc sabe que eu não vou sair daqui.- ele fechou os olhos e respirou fundo.- já vivi o bastante. Já te criei, já amei e ainda amo aquela mulher- ele tentou apontar pra minha mãe mas não conseguiu.

Vc. Não fala isso. Ainda sou uma criança, irresponsável. Não é mesmo justin, não sou criança?

Justin. Sim, vc ainda é criança- ele falou se aproximando de nós dois.

David. Justin? É vc garoto?- ele falou abrindo um pouco mais os olhos.

Justin. Sou eu sim. Como vai o senhor?- ele meio que fez uma cara feia, mas pra si mesmo pelo que 
pareceu. Acho que ele percebeu o quão desnecessário era aquela pergunta, já sabíamos a resposta.

David. Ah, vou indo. Com o tempo tudo chega ao fim.

Vc. Mas pai, vc sempre falava para mim no meu aniversario que eu viveria até os 100 anos. Vc tbm vai.

David. Aquilo só vale pra vc, querida. Vcs estão juntos?

Justin ia falar mas eu o interrompi.

Vc. Somos bons amigos agora, papis.

David. – riu fraco - faz tempo que não me chama de papis.

Vc. É eu sei.

David. Posso ficar sozinho com o justin?- eu, eu apenas me levantei, olhei pro juss que sorria sem-graça. 
Minha mãe veio ao meu encontro e saímos da sala.

Vc off*

Justin on*


O QUE VCS ACHAM QUE O DAVID VAI FALAR PRO JUSS? SERÁ QUE O SEU PAI VAI MORRER?! E VC COMO FICARÁ?!
COMENTEM SE GOSTARAM.
GENTE FICOU TRISTINHO ESSE CAP, NÉ?! ESSA ERA A INTENÇÃO! DESCULPA A DEMORA... MINHA TIA ME PROIBIU DE ESCREVER IMAGINE. ESTOU FAZENDO ESCONDIDO. SÓ POSSO FICAR UMA HORA NO PC. EM COMPENSAÇÃO, ACHO QUE FOI O MAIOR DE TODOS. DESCULPAS DE NOVO, E VAMOS COMENTAR MAIS, NÉ?!
MIL BEIJINHOS, Fêh! 



Um comentário:

Anônimo disse...

nossaaaaaa muito suspense é lindo...até chorei