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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

The disadvantages of Life - 1

A história q irei lhes contar não haverá um final feliz, talvez, por não ser um conto de fadas... e sim, uma história sobre duas vidas, e um único amor. Duas vidas, ambas atrapalhadas e desengonçadas. Uma história sobre um garoto, praticamente um homem com seus 20 anos. E sobre uma garota, de apenas 18 anos. Ele um rapaz feliz, vida perfeita e alegre. Ela a mesma coisa. Eles são amigos, inseparáveis e inconfundíveis. VOCÊ lendo isso pensa em um casal que ficarão "juntos" no final. E se eu começar a "cortar" a felicidade de sua imaginação pela raiz? Eu não, o destino traiçoeiro. Ele pode, ele vai fazer isso. Apenas se prepare para o banck que você levará.
Esqueci de acrescentar uma coisinha, duas, ou três... vamos dizer que esqueci o principal ponto de vista. Ele se chama Justin, Justin Bieber. Ela se chama Micaela Spark. Justin namora uma garota um ano mais velha que ele, Selena. Micaela é solteira e feliz assim. Ele, está prestes a viajar para França com Selena. Faltam apenas 7 horas para o vôo. Ele deixará sua amiga para viver a vida. É isso que acontece hoje em dia, não é? Eu não sei. EU enxergo apenas a realidade mas não essa tristeza. Tem uma coisa, da qual pode abalar seu coraçãozinho de manteiga. Você acha que tudo ficará bem?

- Você já vai Justin?- perguntou Micaela ainda sentada no balancê do parque.
- Ainda não, princesa!- respondeu justin ficando em sua frente.
- Vou sentir sua falta.- ela exclamou ao se levantar e abraçar o amigo, seu único grande amigo.
- Vou sentir mais.
- Então fica, fica comigo.
- Não dá. Infelizmente não dá.
- Hm, vai me ligar sempre, né?
- Sim, pequena, sempre. Mas não se preocupe, daqui a 4 anos eu volto, vou só fazer a faculdade e volto.
- 4 anos?- perguntou ela indignada.
- Sim, já pensou!? Eu vou voltar e vou te encontrar casada, praticamente.
- Ainda sou solteira, jus.- ela riu fraca.
- Não importa. Rs, mas 4 anos passam voando.- o coraçao da pequena apertou.

4 anos, 4 e longos anos. Talvez, ela não resista até lá. Ela se apaixonou por um garoto, mas não falou ao amigo. O que Justin poderia fazer? Ele é só um amigo. Ela, não quer que ele parta. Ela nem contou a ele de seu problema. Lhe falta coragem e determinação. Micaela começou a chorar, chorar e chorar, ela poderia comover o amigo e convense-lo a ficar. Mas não, ela quer que ele seja feliz. Ela é egoísta, sim, egoísta consigo mesma. Você deixaria o seu grande amigo partir? Eu não, mas eu gostaria que ele fosse feliz, do mesmo modo que Micaela quer que Justin seja feliz ao lado de Selena. Micaela não parava de chorar, ela começou a se sentir fraca e sua falta de respiração veio à tona. Justin, coitado, não sabia o que fazer. Ele apenas pegou sua amiga no colo e correu com ela até o hospital que fica quase ao lado do parque. Entrou desesperado e os enfermeiros pegaram Micaela a colocando na maca. Justin, agora havia percebido os lábios da amiga, lábios roxos e gélidos. Justin agarrou a mão dela e lutava para não chorar. Não sabia ele o que acontecia com ela. Ele ja a trouxe uma vez ao hospital, ocorreu a mesma coisa, mas Micaela disse que tinha bronquite. Ele, tolo, acreditou na mentira mais medíocre de todas. Entraram com sua pequena num corredor, onde foi barrado. Com a tensão do momento nem lhe passou pela cabeça ligar para a família da amiga, afinal, como ele daria a notícia? Mas não foi necessário ele se preocupar, uma enfermeira, que já conhecia a coitada da menina, ligou e avisou a família que em menos de 15 minutos chegaram. Mãe, pai, irmão e irmã. A família mais adorável e cúmplice da mentira da menina. O que eles poderiam fazer, o amigo é da filha, então não convém a eles contar a verdade.

3 horas depois...

Faltando apenas 4 horas para o vôo, justin mandava uma mensagem tranquilizando a namorada que ansiava pela viagem, mas que também se preucupava com a menina. Não adiantou, Selena veio ao hospital, ficando ao lado do namorado, o ajudando a ser forte. Justin estava prestes a saber o que acontecia com a amiga. A mentira ou o segredo acabaria ali e... daqui a alguns minutos, que para ele, era como se o relógio parasse.
Logo o doutor apareceu e ia contar do processo ocorrido. Ele ia contar a causa da falta de ar para aqueles que não sabiam. Mas foi interrompido pela mãe da menina, pedindo que deixasse Justin vê-la. O doutor, por talvez, esperteza ou esperiência no ramo. Entendeu o do por quê da interrupção. Por isso, conduziu Justin para o quarto da menina Micaela. Justin, ao entrar, encontrou a amiga meio que deitada. Se aproximou ao fechar a porta.
Micaela procurava palavras, ela sabia que esse dia chegaria. Escutou ela através de duas enfermeiras que, conversavam sem profissionalismo, sobre o caso da pequena. Ela fingia dormir, por curiosidade e por ter seu nome no meio prestou atenção no assunto. E martelava, apenas em sua cabeça, "O doutor disse que o caso dela é dificil, é uma pena, mas fazer o quê?", a frase dita pela enfermeira.
Ela, ao encarar o mar de mel que mais lhe traziam alegria, ficou triste. Ela sabia que estava prestes a acabar com o segredo guardado durante algum tempo.

- O que você tem? - perguntou Justin, agora, ao seu lado.
- Justin...- seus olhos já se encontravam marejados - você deveria estar no aeroporto! - eh, ela ainda era insegura e sem coragem.
- Não saio daqui até saber o que você tem. Ande, fale.
- Desculpa, me desculpa por ter escondido isso de você. Eu sei que eu não deveria ter feito isso. Mas fui fraca.
- Mih! - Justin a chamou pelo apelido que ela tanto amava - não me assusta. Fala o que você tem.
- Não consigo. Eu...
- Por favor, me conta.- o coração do garoto estava preparado para qualquer coisa, coitado, mal ele sabia.
- Eu estou com câncer!- a menina disse baixo .

O que Justin achava ser bronquite era câncer. Ao que ele achava ser forte, era fraco, ao ponto de abaixar a cabeça e chorar, chorar pela amiga. Amiga essa que pode não resistir a 1 hora, quem dirá a 4 anos.

- Não pode ser.- falou ele encarando seus olhos.
- eu tenho câncer de pulmão.- e a cada palavra dita por ela, acabava com o ser do garoto.- eu deveria ter te dito isso a um tempo atrás.
- Você deveria ter me dito isso assim que soube. Por quê?
- Por insegurança, desculpa.
- Você acha mesmo que pedir desculpa vai adiantar em algo? - a menina chorava cada vez mais. - pensei que fôssemos amigos, pensei que confiasse em mim.
- Eu confio, nós somos amigos. Desculpa.
- Pare de me pedir desculpa. Isso não vai fazer você voltar no tempo e, consertar seu erro.

Aquilo que ele disse, saiu mais insensível do que ele queria que fosse. Na verdade, ele nem queria que aquilo saísse de modo insensível. Ele a amava, ela era a pequena dele. As lágrimas de Mih saiam sem pudor algum, é ruim a situação em que ele se colocou. Sem ao menos pensar, ele piorou a situação que além de constrangedora e dolorosa ficou pesada, para ele e para Micaela.

- Eu... eu não quis dizer isso.- ele tocou na mão da menina e, logo a segurou com força e delicadeza.
-  Não tem problema, você tá certo. - ela fungou.
- Mas, olha, você vai sair dessa. Você vai sair dessa. Têm tantos tratamentos. Você vai ficar bem. Afinal, não faz tanto tempo que você está com câncer, não é? - ela abaixou a cabeça - Mih, faz muito tempo? - perguntou ele, agora, receoso.
- 2 anos. - sua voz saiu falha, mas ainda sim, meiga.
- 2 anos? Ai Deus.
- Não fica bravo comigo.- ela abaixou a cabeça.
- Não estou bravo só... triste. Triste por você não ter confiado em mim.

Quando Micaela tentaria explicar a ele, bateram na porta e logo o doutor entrou. O doutor estava lá para explicar as condições da paciente, neste caso, de Micaela. Ele já havia explicado para os outros. Justin não queria que Micaela perdesse as esperanças, por isso, resolveu...

- Doutor, posso falar com o senhor lá fora?

O médico assentiu e eles se retiraram do quarto logo depois de um beijo estalado na testa de Mih, um beijo do garoto doce e compreensivo, Justin, o amigo mais importante de Micaela. Ele se encostou na parede e encarou o médico a sua frente. Com um sinal feito pela cabeça que ele prosseguise com o diagnóstico, o doutor logo começou:

- O caso é sério e grave.
- Mas, ela têm chances de sair daqui?
- Só por um grande milagre. O câncer está evoluído e, seu pulmão está com água. Sinto muito, mas ela corre contra o tempo. - Justin escorregou pelo chão e se pôs a chorar.
- Tem certeza? Existem tantos tratamentos hoje em dia. -  o doutor se agachou, ficando de frente para Justin e, repousou sua mão no ombro do garoto.
- Sinto muito, filho.- e se retirou.

E agora? Justin estava com o coração apertado, sua amiga... sua melhor amiga, estava prestes a morrer. Ele, com prática, pois sempre orava a Deus, de olhos fechados pediu por pensamento :
" Senhor, sei que está me escutando. Sei também que está vendo pelo que Mih está passando. Me ajuda, ajuda ela. Por favor, a ajude. Não está na hora dela partir. Por favor me ajude. Não estou pronto para perde-la. Venha ao meu encontro, por favor, Amém! "
Sua oração foi rápida pois ele estava nervoso. Justin queria confortar sua amiga, mas como? Que palavras existentes ele poderia usar? Não sabendo mais o que perguntar a si mesmo, ele se levantou, respirou fundo e abriu a porta do quarto da amiga. Antes ele olhou no relógio e, viu que marcava 16:26. Faltava, mais ou menos, 3 horas e meia para seu vôo sair. Mas, ele, estava disposto a ficar o tempo necessário com sua amiga.
Ao entrar, viu que Micaela estava de olhos fechados, dormindo. Ele aproveitou para se lembrar de momentos importantes que compartilhou com sua amiga. Mesmo Micaela sendo 2 anos mais nova, eles sempre tiveram papos evoluídos. Ele se lembrou que a amiga estava cursando pra faculdade mais famosa dos estados unidos. Ele se lembrou de quando conheceu Selena, Mih havia apresentado ela à ele. Mas, ele se lembrou de quando conheceu a amiga, foi o melhor dia da vida dele. Eles estavam num parque, nem se conheciam ...

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