Tinha acabado de entrar no hospital, quando fui surpreendida por um abraço. Era do chaz eu percebi. Me separei do abraço e sorri torto pra ele.
Vc. O que faz aqui?
Chaz. Anh, bom... sou seu amigo. Vim te... ah vc sabe. Vim te.... caralho esqueci a palavra.
Vc. Rs, idiota. Ta tudo bem. vem.- puxei ele pro elevador. Entramos e subimos no mesmo.- quem te falou que eu estaria aqui?
Chaz. Bom, ninguém. Digo, a repórter. Todo mundo já sabe. Ta no noticiário.
Vc. Ata.- fiz cara de lezi e fomos pro quarto do meu pai- pai?- meus olhos percorreram aquele quarto, que ontem só tinha menos de 5 pessoas. Agora era um monte.
Ana. Oi filha.- ela me abraçou.
Cait. Oi.- ela disse cautelosa.
Vc. Oi. – caminhei as espremidas, e cheguei até meu pai.- oi paizinho. Ta se sentindo bem?- falei beijando sua testa.
David. – ele olhou fraco pra mim e sorriu tbm fraco, me doeu o coração.- ah, filha. Não to sentindo dor.
Vc. Isso é bom.- sorri e senti alguém tocar meu ombro, olhei pra trás.- o que o senhor quer? Já não chega ter me dado uma injeção? – indaguei olhando pro tal médico.
Médico. Por favor, me desculpe por ontem. Pode me acompanhar?- ele falou já se dirigindo pra porta.
O segui. Só espero que esse maluco não me apronte. Ele tem cara de sessenta anos, tem o cabelo grisalho e branco. É alto e até que está em forma, digamos assim. Ele se sentou numa cadeira, na lanchonete que tinha no andar de baixo. Sentei ao seu lado.
Médico. Bom, pelo que viu, todos os conhecidos, os parentes mais próximos já se encontram aqui.
Vc. E...- pedi continuação.
Médico. Sinto muito, não sei como devo falar.- me apertou o coração.- ontem depois que a senhorita foi embora, seu pai acordou, ele tinha sofrido um ataque cardíaco.
Vc. E ninguém me avisou?!- falei incrédula, me sentindo desconfortável naquela cadeira de metal.
Médico. Se não lhe avisaram foi por escolha deles, não tenho nada haver com isso. Mas continuando, ele tinha acordado, e pediu um caderno para sua mãe e uma caneta, eu estranhei ele passou essas ultimas horas escrevendo. Passou a madrugada toda.
Vc. Senhor, meu pai é escritor.- falei obvia.
Médico. Sim senhorita, eu sei. Mas, não é bom. Nas condições de saúde que ele está ficar escrevendo.
Vc. Não tem nada de mais. Ele falou que não esta nem sentindo mais dor.
Médico. Bom... como eu disse anteriormente: ele esta passando pelo estagio final.- ele falou cautelosamente.
Vc. – respirei fundo- doutor. Por favor. Por tudo que à de mais sagrado nesse mundo, salva meu pai.
Médico. Sinto muito, moça. Não à o que fazer. – senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto
Vc. Quanto tempo?
Médico. Eu diria dias... mas, pode ser bem menos.
Senti meu coração pulsar mais rápido, meu corpo esfriar, minhas pernas bambearem, minha respiração ficar pesada e ofegante. Fechei meus olhos já sabendo o que me esperava. O médico se levantou, sei disso porque senti a mesa tremer. Apoiei meus braços na mesa, colocando-os um em cima do outro e afundei minha cabeça nos mesmos. Fiquei ali sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
Como pode? Por que Deus? Não creio que seja a hora. Ele tem tanto a me ensinar. Em meio a minha vida, por quê? É injustiça. É desnecessário. Eu necessito dele. Ele é meu conforto. O único que me entende. Que me ajuda além de Deus. O único que me confortava. A minha vida sempre foi do contra. Enquanto minha mãe trabalhava, meu pai viajava e escrevia seus livros. Mas eu ia com ele. Conheci o mundo dele e ele me ajudou a criar o meu. Ele me ajudou a ser o que sou hoje. EU PRECISO DELE. Em meio aos meus pensamentos me levantei desnorteada. Fui até o balcão, comprei uma garrafa de água e fui caminhando até o elevador. Apertei o segundo, o elevador subiu. Chegou a abrir a porta mais eu não sai. Continuei ali, parada. Ouvi alguém me chamar, não estava bem pra reconhecer a voz. Apertei o décimo e o ultimo andar que ali se encontrava. As portas se fecharam, e se abriram novamente no décimo. Sai do mesmo e fui andando pelo corredor sem vida (branco) e com um cheiro insuportável de álcool e medicamentos. Virei no corredor e vi uma porta que na placa indicava as escadas. Abri a mesma e passei, deixando que a porta se fechasse. Pensei que o décimo fosse o ultimo andar, mas não, ainda tinha um andar. Subi aquelas escadas, tinha outra porta. Empurrei a mesma que me surpreendeu com a vista. Era o terraço. O vento era forte e frio. A noite estava nublada. Sim, noite. O dia passou rápido. Olhei na tela do celular e marcava 20:13. Adentrei aquele espaço. Fui até a beirada. Olhei a vista da rua. Na verdade da cidade. Olhei pra trás, não tinha ninguém. Caminhei até um tipo de mesa, não era mesa. Era vários blocos de gesso, o formato parecia de mesa. Subi na mesma, deitei-me pra ser mais detalhista. Era grande, fechei e abri meus olhos algumas vezes, as lágrimas tinham cessado. Olhei pro céu, que a pouquíssimos minutos estava coberto de nuvens. Agora estava um céu lindo. Estrelado e com uma lua luminosa e cheia. Consegui sorrir com aquilo.
FLASH BACK ON*
David. Filha nunca conte estrelas.- falou ele se ajeitando naquela grama verde e úmida.
Vc. Por que papai?- indaguei o olhando deitada ao seu lado.
David. Da ruga.- ele riu e eu tbm.
Eu tinha 7 anos, estávamos na casa de São Paulo. Ficava no interior, (saudade).
David. O que vc vai querer ser quando for adulta?
Vc. Escritora, que nem o senhor. – ele sorriu, eu vi.
David. Sei que não vai ser. Você ainda tem tantas escolhas pra fazer.- nesse momento passou-se uma estrela cadente.- anda filha, faça um pedido.
Vc. Que tipo de pedido?
David. Aquele que por mais difícil que seja você queira que ele se realize. E não me conte. – assenti e fiz o pedido, em pensamento.
Eu pedi pra que eu me casasse com um príncipe encantado, num castelo e com um vestido feito pela minha fada madrinha... Rs, (suspiro). Eu era uma criança.
FLASH BACK OFF*
Sorri mesmo com isso.
FLASH BACK ON*
Vc. Papai- chamei-o chorando- papai, eu pedi pra estrela cadente não deixar o philipe morrer. E ele morreu.- ele me pegou no colo e me abraçou forte. (philipe = meu cachorro)
David. Filhinha. Ai não vale. Morrer é parte da vida. Não se pode pedir isso, um dia todos morrem.
Vc. Mas eu não gosto da morte papai.
David. Não fale isso. A maioria não gosta, mas todos morrem.
Vc. Mas o senhor nunca vai morre. - falei apertando mais o abraço.
David. Vou sim, mas você vai estar grande e vai entender que pra tudo tem sua hora. Então não gaste um pedido da estrela cadente pedindo pra que alguém não morra. – ele me deu um beijinho na testa e eu sorri.
FLASH BACK OFF*
Por que tem que ser assim? Eu nunca acreditei em destino. Sempre é Deus na minha vida. Não acredito em sorte ou azar. É tudo permissão de Deus. Tudo isso meu pai quem me ensinou. Abri meus olhos e uma lua cativante deixou de ser o ponto turístico, por míseros segundos mais deixou. Passou-se uma estrela cadente. Essas estrelas nunca me deixam, rs. Eu pediria em nome do meu pai, mas ele disse que eu não posso. Então... apenas fechei meus olhos e sorri. Não quero fazer pedidos. Eles não se realizaram. L
Me deu uma vontade de cantar uma música. Não resisti comecei a cantar Só Hoje, do jota quest. Sempre gostei das músicas dele. Acabei de cantar a música e fiquei pensado em qualquer coisa que não seja meu pai, corrigindo-me... tentando pensar. É impossível. Tudo me lembra ele. Como vou viver sem os conselhos dele? Ai. Vida complicada. Me desliguei por 1 minuto do mundo. Não me pergunte, como.... eu não sei. Eu só sei que dormi. Lol, sim. Dormi. E tava um sono bom, mas alguém me acordou. Abri meus olhos lentamente, era o justin. Me sentei. Ao seu lado.
Vc. Oi.
Justin. Oi. Rs, o que vc tava pensando quando veio pra cá?
Vc. Em como vou viver os próximos anos sem meu pai.- falei voltando a ficar triste.
Justin. Vc não tem fé?- falou ele desvincilhando seus olhos cor de mel do chão, pros meus olhos que agora o olhava.
Vc. Tenho. Tenho muita fé. Mas... juss, se chegar a hora do meu pai o que eu poderei fazer?
Justin. Eu não sei... viver?! Não vai ser fácil, eu sei. Mas vc vai conseguir... e eu estarei do seu lado. Pro que der e vier.
Vc. Espero... espero mesmo que vc esteja do meu lado.- abracei a cintura dele e ele me envolveu com seus braços quentes.
Justin. Não que descer? Estão todos preocupados com vc.
Vc. Só mais um pouquinho.- falei apertando ele. Abri minha garrafa de água e tomei uns goles.- quer?- ofereci-
Justin. Não, valeu.
Vc. – respirei fundo e olhei pro céu. Aquele céu lindo.- vem. Vamos descer.- descemos as escadas e fomos pro elevador.
Estava tomando força, voltar a ver o seu pai deitado numa cama sabendo que ele pode morrer a qualquer momento não é fácil. Caminhamos até a porta. Mas voltei um passo. O juss me olhou mas eu caminhei pra sala de visita.
Vc. Oi família.- disse num puro desanimo.
Cumprimentei todos, (tios, tias, primo e prima. E os amigos é claro) era num total de 25 pessoas, não sei como couberam todos no quarto do meu pai, ao olhar pra cada rosto eu matava a saudade e a saudade me matava. Eu queria vê-los, mas, ao mesmo tempo eu sabia que eles não estavam aqui pra conversar, sair, se divertir. Eles estavam aqui pro futuro velório... o velório do meu pai. Aquele que eu tanto amo. Nem percebi, mas algumas lágrimas insistiam em cair sobre minha face. E a cait me abraçava forte. Eu retribui. Até que alguém bate na porta, eu olhei rapidamente. Era a JASMINE. AI MEU DEUS, A JAS. Corri até ela. O abraço dela não mudou nada. Ao que eu aprofundava o abraço ela afagava meu cabelo. E falava lentamente no meu ouvido que tudo ia ficar bem. E ia, só não sei de que jeito. Separei do abraço e eu, ela e a cait fomos pro lado de fora da sala.
Jas. Que saudade.- ela falou abraçando a mim e a cait.
Cait. Tbm estávamos.- nos separamos.
Vc. Vc ta linda.
Jas. Vcs tbm. Faz quanto tempo que a gente não se vê.
Vc. Um bom tempo. – dei uma risada fraca
Cait. Te vi no ano passado. Mas já estamos mais que a metade do ano.
Jas. É faz tempo.
Médico. Desculpa interromper- olhamos pro médico- mas é que o horário de visita está acabando e acho que a senhorita – ele olhou pra mim – gostaria de ir vê-lo.
Vc. A sim, claro. Eu to indo lá agora. Quer vir comigo jas?
Jas. Não amiga, vai lá. E força.- sorri e fui até o quarto de meu pai.
Bati na porta e entrei. Ele estava dormindo. Fui até ele. Peguei em sua mão e beijei sua bochecha, fria. Cobri ele direito. Puxei uma cadeira e me sentei na mesma. Apoiei meus cotovelos no joelho e coloquei meu queixo sobre minhas mãos. Fiquei observando ele. Fiquei ali por meia hora, não tenho certeza. Minha mãe abriu a porta e caminhou até mim.
Ana. Filha, vc quer dormir essa noite aqui?- não tinha pensado nisso.
Vc. Anh, sim eu quero. –me levantei
Ana. Então ta. Amanha de manha eu venho pra cá.
Vc. Ta ok.- abracei ela que saiu pela porta depois de um estalado beijo no rosto de meu pai. Nem sei como ele não acordou. E assim foi o começo da minha noite. Não queria sair do quarto pra nada. E não sai. Pedi pra uma enfermeira compra um lanchinho pra mim, e a boa moça volta com um carrinho, cheio de comida. Tinha salada, estrogonofe de carne, suco de manga e sobremesa. Ainda tentei falar que era pra mim e não pro meu pai, mas ela disse que foi a pedido do médico do meu pai. Agradeci e engoli a comida. Teria oferecido ao meu pai, mas ele dormia. Lá pras 03:00 da manha ele acordou. Sim, eu estava acordada. Não conseguia dormi.
Vc. O que foi paizinho?- falei chegando mais perto.
David. Filha me de aquele caderno e a caneta, por favor.
Vc. Pai, volta a dormi. Amanha o senhor faz isso.
David. Não, por favor. Me dê.- fui até a cômoda que tinha do outro lado da sala, peguei o caderno preto e a caneta azul. Entreguei a ele.
Ele estava escrevendo com tamanha velocidade. Me deixou assustada, sem falar que ele não deixava eu ver.
Vc. Pai, o que tanto o senhor escreve ai?- eu como sempre curiosa.
David. Não vou falar- sorriu por um breve segundo pra mim e voltou a escrever.- filha pegue um copo de água pra mim?
Vc. Ta- percorri meus olhos pelo quarto, a jarra estava vazia- vou lá fora pegar. Já volto.
Sai, procurei por uma enfermeira e pedi uma jarra de água. Ela me arrumou uma. Voltei pro quarto e meu pai estava...
GENTE
DESCULPA A DEMORA... PERDÃO.
E
POR FAVOR, POR FAVORZINHOOOO, COMENTEM. CARAMBA EU FICO TRISTE. EU SEI QUE VCS
VISITAM O MEU BLOG, MAS TA TAO DIFÍCIL PRA TER NO MINIMO 3 COMENTÁRIOS. SÉRIO,
GENTE ME MOTIVEM A ESCREVER... BJS, AMO VCS.
Feh!
continuo se tiver 3 comentários, sério, comentem.

4 comentários:
e lindo vc e muito boa pra escrever vc sabe descrever cada momento....ja pensou em escrever um livro...pensa nisso
nossa lindo vc e muito boa mesmo parabems queria ter a sua imaginaçao e perfeiçao pra escrever tudo isso
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Continua pfpfpfpf qro mto a continuacao dsse ib ta mto maravilhosa pirei na hra q n axei a continuacao porfavor continua pliis
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